Autor: José Adão Ribeiro
30/06/2026
Dizem que ando solto pelo mundo,
que não tenho grilhões nem amarras,
mas há correntes invisíveis e fortes
que prendem minh’alma em suas barras.
Posso ir aonde os pés me levarem,
escolher caminho, rumo ou lugar,
mas o coração permanece cativo —
não tem domínio do seu próprio amar.
Livre no corpo, solto ao olhar alheio,
mas sem a verdadeira liberdade de ser:
preso ao que sinto, ao que lembro, ao que espero,
não consigo de mim mesmo me desprender.