Autor: José Adão Ribeiro
05/07/2026
Entre as matas, o mundo se acalma,
o vento fala baixo, a luz vem suave;
a terra respira, renova a alma,
e o tempo parece andar mais leve e breve.
Árvores altas fazem abrigo,
flores escondidas espalham perfume;
aqui não há ruído, nem perigo,
só a vida que cresce e não tem ciúme.
Caminhar por aqui é voltar a si,
ver o que é essencial, simples e real;
a mata guarda o que o mundo esqueceu,
e nos devolve a paz fundamental.
E se estivermos juntos, mais belo fica:
dois corações em sintonia com o chão;
entre as matas, o amor se explica,
e cresce forte, como a vegetação.