Autor: José Adão Ribeiro
05/07/2026 • Soneto
Não tem portas fechadas nem algemas,
não pede rótulos, preço ou permissão;
aqui a alma fala sem dilemas,
e a palavra voa livre, sem restrição.
Livre para ser dor, canto ou verdade,
fé, saudade, sonho ou realidade;
cada verso tem a sua liberdade,
e encontra o seu tempo e a sua idade.
Livre de cobranças, de pressa ou de juízo,
escrevo o que o coração me diz;
esse cantinho é o meu paraíso,
onde ser eu mesmo é o maior sinal feliz.
Livre recanto, aberto e sincero,
guarda o meu jeito, o meu rumo, o meu valor;
nele eu sou livre, e sempre espero
chegar aos dez mil, livre de todo amor.