Autor: José Adão Ribeiro
06/07/2026 • Soneto
Não tenta esconder, não disfarça o tom,
vem crua, nua, sem nenhum pudor;
mostra na cara o seu próprio dom:
o de ferir quem acreditou no amor.
Não tem vergonha, nem medo, nem juízo,
pisa a verdade como se fosse pó;
fala olhando nos olhos, com sorriso,
mas o coração já se mostrou frio e só.
Cedo ou tarde cai a máscara dura,
o que é falso não tem como durar;
a mentira descarada deixa marca e fura,
mas não consegue o bem apagar.
Siga o seu rumo, não perca a calma,
quem mente assim já se perdeu de si;
guarde a sua luz, a sua nobre alma,
e deixe o engano desaparecer por aí.