Autor: José Adão Ribeiro
06/07/2026 • Soneto
A vela pequena, chama delicada,
arde devagar, sem fazer alarde;
luz que se entrega, quieta e amada,
mesmo que o vento queira levar a tarde.
O lampião firme, vidro que protege,
guarda o brilho forte contra a escuridão;
ilumina o caminho, acolhe e segue,
não deixa faltar luz no coração.
Diferentes no jeito, iguais no dom:
de espantar o frio, de dar esperança;
um brilha no quarto, outro no sertão,
ambos trazem paz e confiança.
Assim é o bem: pequeno ou grandioso,
vem para ficar, para iluminar;
seja vela ou lampião, precioso,
não deixa a noite nos dominar.