Autor: José Adão Ribeiro
06/07/2026 • Soneto
Sinto o cheiro do café na manhã cedo,
a brisa que vem da serra abraçar;
ouço o rio em seu passo sem medo,
lembro o tempo que não volta mais.
Guardo no peito a fé da capela,
o brilho novo do saber e da luz;
minha terra é doce, eterna e bela,
onde quer que eu ande, me conduz.
Se a distância pesa, a saudade vem,
mas o coração fica ali, fiel;
Santa Rita, meu bem, meu lugar, meu além,
parte de mim que nunca se esconde ou se perde.
Saudade é amor que não se separa,
raiz forte que sempre há de estar:
sou filho teu, onde quer que eu vá,
e para sempre hei de te amar.