Autor: José Adão Ribeiro
07/07/2026 • Soneto
Não quero máscara, nem voz de fingimento,
não quero promessa que não se cumpre;
quero a verdade, mesmo que demore o tempo,
antes a dor sincera do que o engano que oprime.
Meu coração aprendeu a ver o fundo,
não se deixa levar por brilho vão;
procura o que é real, profundo,
o que não mente, não muda e não é ilusão.
Quero o olhar que encontra o meu sem medo,
a palavra que vem direto da alma;
quem engana caminha em segredo,
e a verdade é a nossa maior calma.
Eu vivo de pé, com a testa erguida,
e peço só o que é justo e certo:
quem quer estar comigo, que venha com a vida,
sem mentira, sem jogo, de coração aberto!