Autor: José Adão Ribeiro
Data: 10 de julho de 2026
Voa distante, atravessa mares,
guarda o rumo no instinto santo;
não perde o norte, não se cansa,
sabe voltar ao seu canto,
ao lugar que lhe deu acolhimento.
Enfrenta chuva, vento forte,
voa em bando, não tem medo;
busca o clima que lhe convém,
leva a primavera no enredo,
anuncia o tempo novo e cedo.
Ensina‑me a ter persistência,
a não desviar do caminho;
mesmo que longe da terra querida,
saber que o retorno é destino,
e a casa espera com carinho.
Não carrega peso inútil,
voa leve, com sabedoria;
leva apenas o que é essencial,
confia no ar que a guia,
na força que Deus lhe envia.
Que eu seja como a andorinha:
saber ir, mas também saber voltar;
manter o rumo, manter a fé,
e onde quer que eu esteja, amar,
e ao teu coração sempre chegar.