Autor: José Adão Ribeiro
Data: 10 de julho de 2026
Não vale o que tenho na mão,
nem o que os outros dizem de mim;
o meu valor foi posto na cruz,
pagaste o preço sem fim,
me fizeste teu, teu jardim.
Não o encontro na fama ou no dinheiro,
nem no cargo ou no saber;
ele vem do teu olhar primeiro,
que me escolheu sem eu merecer,
e me deu um motivo para viver.
Muitas vezes eu esqueço,
e busco em vão provar valia;
mas tu me lembras, cada vez que peço,
que o teu amor não tem medida,
e me aceitas como vida.
Sou precioso aos teus olhos,
mais que ouro, mais que joia rara;
não há nada que me tire o selo,
que apague o que tu declaras
que rompa o que tu preparas.
Hoje caminho com essa certeza:
valho porque tu me amas, Senhor;
não preciso de outra proeza,
não preciso de outro valor,
além do teu imenso amor.