Autor: José Adão Ribeiro
Escolher “a dedo” não é sempre critério de mérito:
muitas vezes é preferência pessoal, acordo fechado ou favor.
Passa por cima de quem se inscreveu, de quem estudou, lutou,
e deixa de avaliar capacidade, esforço e o que realmente convém.
Não confunda seleção criteriosa com escolha pré‑definida:
uma analisa fatos e competência; a outra decide antes de verificar.
Fecha‑se a porta a outros talentos, desperdiça‑se riqueza humana,
e a oportunidade deixa de ser igual para virar privilégio de poucos.
Racionalizar é simples: quando se aponta um nome sem disputa aberta,
sem regras claras e sem prova, suspeita‑se de parcialidade.
Ela fere a confiança, desanima quem se dedica honestamente,
e transforma o que devia ser conquista em benefício pessoal.
“Evoluir sempre, retroceder jamais” pede transparência:
o melhor caminho é o concurso, a avaliação pública, a análise imparcial.
Escolher a dedo pode até parecer mais rápido, mas costuma trazer
injustiças, erros e desgastes que nenhuma razão justifica.
A dedicação merece ser vista, comparada e reconhecida,
não depender de quem conhece ou de quem tem a palavra final.
O mérito brilha melhor quando a porta está aberta a todos:
escolher direito é deixar que o trabalho prove o seu valor.
12 de julho de 2026 ✍️