Autor: José Adão Ribeiro
Oportunidade não é prêmio para uns nem privilégio de poucos:
ela não pode escolher só por cor, origem, renda ou sobrenome.
Ser seletiva sem motivo justo é injustiça disfarçada:
fecha caminhos a quem tem capacidade, vontade e dedicação.
Racionalizar isso é ver: a nação perde muito quando impede
que talentos surjam onde ninguém espera ou onde poucos olham.
Diferente de mérito — que vem do esforço de cada um —
a chance de tentar, de aprender e de mostrar o que sabe
deve estar ao alcance de todo cidadão, sem distinção.
Não significa tratar todos exatamente do mesmo jeito:
significa remover barreiras para que todos cheguem à linha de partida.
Escolher quem vai conseguir antes mesmo de avaliar
é desperdiçar a maior riqueza que temos: a diversidade de gente.
Seja na escola, no trabalho, na cultura ou na política,
a porta deve estar aberta a quem quer contribuir e evoluir.
Selecionar depois da prova é justo; selecionar antes de dar a chance
é erro que atrasa a todos, não só a quem fica de fora.
“Evoluir sempre, retroceder jamais” passa por isso:
construir um mundo onde a oportunidade é igual para todos,
e só o empenho e a competência definem o que vem depois.
Nenhuma barreira invisível ou regra injusta deve decidir
quem pode crescer e quem fica parado no caminho.