Autor: José Adão Ribeiro
“Eu vou estar lá”, “eu não te deixo”,
“pode contar comigo a qualquer hora”.
Mas quando chega a hora de ver,
o vento levou, e ninguém demora.
Promessas que não criam raiz,
que não pesam nada na consciência:
falam fácil, porque não sabem
o quanto dói perder a confiança.
Dão como se fosse nada,
mas não têm intenção de cumprir.
Prometem mundos e fundos,
mas não sabem nem o que pedir.
Vento frio que passa e não fica,
palavras que somem no ar.
Melhor um “não” sincero e duro,
do que um “sim” feito para enganar.