Autor: José Adão Ribeiro
Falam bonito, brilham como o vidro,
prometem o mundo, o céu e o mar.
Mas chegam perto e sentimos logo:
não têm calor, não têm lugar.
São palavras leves, feitas de vento,
que soam bem, mas não tocam o fundo:
brilham como o gelo ao sol,
mas não aquecem ninguém no mundo.
Enchem os ouvidos de doçura,
mas não chegam ao coração.
São luzes falsas que enganam o olhar,
mas não guiam na escuridão.
Palavras que brilham mas não aquecem,
promessas que o vento leva embora.
Melhor o silêncio de quem é verdadeiro,
do que o brilho de quem mente e chora