Autor: José Adão Ribeiro
Não bateu na porta pedindo entrada,
não veio com regras ou condição.
Chegou feito luz pela fresta aberta,
e fez morada no meu coração.
Não pediu que eu mude o meu jeito,
nem que apague o que já vivi.
Aceitou-me exatamente como sou,
e ensinou-me a crer em mim.
Veio devagar, sem fazer alarde,
trouxe calma onde havia temor.
Não precisa de holofotes ou festa,
basta ser verdadeiro o nosso amor.
É raiz que segura o chão firme,
é água que mata a sede e acalma.
O amor que não pede licença,
mas acolhe e salva a alma.