Autor: José Adão Ribeiro
Data: 22 de julho de 2026
Ele era solteiro não por falta de querer, mas por saber valorizar o que realmente vale. Caminhava com calma, observando o mundo com olhos racionais: sabia que o amor não é só brilho e festa, mas também cuidado, paciência e força para enfrentar os dias difíceis.
Muitos perguntavam por que ainda não se uniu a ninguém. Ele respondia com tranquilidade:
— Se eu entrar sem consciência, qualquer vento me derruba. Quero alguém que não fuja dos obstáculos, que saiba que com o tempo aparecem dificuldades em tudo: na saúde, no trabalho, no sentimento. E quero quem esteja ao meu lado para superar, não para fugir.
Ele não fechou o coração, mas manteve os olhos abertos. Visualizava o que buscava: uma companhia verdadeira, com quem pudesse compartilhar sonhos, mas também construir soluções. Esperava não por medo, mas por respeito a si mesmo e ao amor que merecia.
Os anos passaram, e um dia, sem pressa, o encontro aconteceu. Ela também trazia a mesma sabedoria: não buscava perfeição, mas sinceridade e força para caminhar junto. Quando se uniram, já sabiam: viriam desafios, mas nenhum maior do que a vontade de ficarem juntos.
A relação era sempre constante, respeitando os dias em que a companheira se encontrava, os seus momentos e os seus sentimentos. Com essa compreensão de ambas as partes, nunca faltou nada: estavam unidos um para o outro, se entregando com toda a liberdade, sem medo e sem tabus. E foi exatamente assim, com verdade e acolhimento, que construíram a sua felicidade.
E assim, tudo o que ele planejou e esperou com razão se cumpriu. Viveram felizes, não porque não houve provações, mas porque juntos, nenhuma adversidade foi capaz de separá-los.