PRETO VELHO: A NEGRITUDE UNIVERSAL
Autor: José Adão Ribeiro
Data: 24 de julho de 2026
Vem com passos calmos, devagar,
carregando o tempo no olhar,
foi quem plantou, quem sofreu,
quem nunca deixou de amar.
A sua voz é doce, mas forte,
traz a sabedoria da terra,
é a raiz que não se quebra,
mesmo depois de muita guerra.
Preto Velho, nosso avô,
símbolo de toda a gente,
negritude que não tem fim,
que vive eternamente.
Passou pelo fogo e pela dor,
mas guardou o coração bom,
ensinou a perdoar, a ter fé,
e a honrar o nosso dom.
Não pede muito, só respeito,
um cantinho e gratidão,
é a força que vem de longe,
que corre em nosso sangue e coração.
Ele é o passado que nos guia,
a verdade que não se cansa,
a esperança que não morre,
a nossa eterna herança.
Essa negritude é universal,
não tem fronteira nem fim,
está em cada um de nós,
no que somos e no que fizemos.
Preto Velho, nosso mestre,
que a sua luz nunca se apague,
que a sua força nos acompanhe,
e o nosso axé nunca se acabe.
JOSÉ ADÃO (Simples Realista)
Enviado por JOSÉ ADÃO (Simples Realista) em 24/07/2026