Autor: José Adão Ribeiro
Data: 24 de julho de 2026
Na Vila do Acarape, há muito tempo,
a coragem resolveu despertar,
antes da lei chegar ao mundo,
o povo decidiu libertar.
No primeiro dia do ano de oitenta e três,
quebraram-se as correntes de vez,
e a luz da liberdade ali se fez.
Cento e dezesseis vidas foram soltas,
sem esperar por ordem de rei ou de senhor,
a justiça nasceu da vontade humana,
de quem sabia o que é a dor e o amor.
Depois passou a se chamar Redenção,
nome gravado no coração da história,
marco da nossa vitória e memória.
Hoje sabemos que ser livre é respeito,
é tratar todo mundo com igualdade,
sem cor, sem raça, sem nenhum preconceito,
é dar a cada um a sua dignidade.
Mas vemos que ainda falta caminhar,
pois há correntes invisíveis a nos prender,
e a verdadeira liberdade ainda tem que nascer.
Que o exemplo da Vila do Acarape nos guie,
que nunca esqueçamos o que ali aconteceu,
que a liberdade não é dom que se pede,
mas luta que todo dia se venceu.
Que nenhum ser humano seja mais submetido,
que a justiça seja o nosso maior bem,
e a Redenção chegue a todos também.