Autor: José Adão Ribeiro
Data: 26 de julho de 2026
O chão desaparece sob os meus pés,
o vento carrega o peso do meu ser,
não há fronteiras, nem leis, nem papéis,
apenas a luz que me envolve e me faz crescer:
quando a alma toca no infinito.
As estrelas falam com a minha voz,
o tempo vira pó e se espalha no ar,
sou tudo o que existe e o que não foi,
e o universo inteiro cabe em meu olhar:
quando a alma toca no infinito.
Não há mais eu, nem medo, nem fim,
apenas a paz que não se pode explicar,
sou gota que volta ao mar sem fim,
e nessa imensidão eu encontro o meu lugar:
quando a alma toca no infinito.