Autor: José Adão Ribeiro
Data: 26 de julho de 2026
Os relógios param de bater no ar,
os anos viram névoa que se desfaz,
não há mais pressa para chegar,
nem passado que doa, nem futuro que traz:
é onde o tempo deixa de existir.
O que foi e o que virá se encontram aqui,
tudo vive ao mesmo instante e lugar,
não há começo, meio ou fim para mim,
apenas o agora que não vai acabar:
é onde o tempo deixa de existir.
O sol e a lua dançam lado a lado,
cada segundo é uma eternidade de paz,
sou livre do que foi marcado,
e o meu ser finalmente descansa em paz:
onde o tempo deixa de existir.