Autor: José Adão Ribeiro
Data: 26 de julho de 2026
Não contei a ninguém o que o coração guardava,
caminhei com verdades que só eu conhecia,
o tempo foi tecendo cada linha dessa história,
e a alma sempre soube o que a boca não dizia,
não há livro que explique, nem razão que convença,
pois esses mistérios nasceram com a minha vida:
guardei segredos que a alma sabe.
Muitas vezes falei pouco e senti muito mais,
deixei o silêncio guardar o que era sagrado,
o que é verdadeiro não precisa de anúncio,
vive quieto no fundo, sempre ao meu lado,
não se apaga com vento nem se esconde com dia,
pois pertence ao que sou, ao que sempre serei:
guardei segredos que a alma sabe.
Hoje vejo que tudo fez sentido no caminho,
cada marca, cada dor, cada esperança acesa,
a alma nunca se engana no que realmente sente,
ela vê o que os olhos ainda não têm certeza,
e esses segredos que carrego com todo carinho,
são a essência do que vivo e do que amarei:
guardei segredos que a alma sabe.