Autor: José Adão Ribeiro
Havia um menino chamado Lucas, que todo mundo gostava muito. Ele não era de fazer tudo do seu jeito, nem de brigar. Quando a mamãe, o papai ou a professora falavam uma coisa, ele ouvia com atenção e fazia logo o que era certo.
— Por que você obedece tanto? — perguntou um amiguinho. — Eu acho que é chato!
Lucas sorriu e explicou:
— Não é chato não! Quando eles me falam algo, é porque me amam e querem me ver bem. Se eu obedeço, é porque confio neles. Eles sabem o que é bom e o que pode fazer mal para mim.
Quando a mamãe dizia: “Não corra muito na rua, cuidado com os carros!”, ele andava devagar e seguro. Quando o pai pedia: “Guarde os brinquedos para não perder nem quebrar!”, ele arrumava tudo com carinho. Quando a professora pedia silêncio para ouvir a história, ele ficava quietinho e aprendia muito.
E assim, Lucas nunca se machucava, nunca perdia o que tinha, e todos gostavam de estar com ele. Ele sabia que obediência não é ser mandado: é confiar em quem nos ama, é fazer a nossa parte para ficar bem e para não causar problemas aos outros.
Um dia, o avô dele disse:
— Quem obedece quando é pequeno, sabe escolher o caminho certo quando cresce. E vive sempre feliz e seguro.
E Lucas aprendeu: obedecer é uma forma de amar e de ser amado.