Autor: José Adão Ribeiro
Havia uma cidade muito esperta, cheia de coisas novas e legais. Chamavam ela de Cidade Tecnológica. Lá tinha luzes que se acendiam sozinhas, máquinas que ajudavam a fazer tudo rápido, e aparelhos que nos mostravam coisas lindas de todo o mundo.
Mas ninguém deixou de ser feliz e amigo por causa disso! O menino Tiago foi visitar lá e viu como era bom:
— As luzes só acendem quando está escuro, para não gastar! — explicou uma menina da cidade.
— A água é limpa e volta para o rio sem fazer mal aos peixinhos! — disse outro.
— E as máquinas ajudam a plantar, mas nunca cortam as árvores nem assustam os bichos!
Tiago perguntou:
— Mas a tecnologia não toma conta de tudo?
E o avô sorriu e disse:
— Não, meu filho! Nós é que mandamos nela. Ela é como um brinquedo bom: serve para ajudar, para aproximar a gente, para fazer o bem. Se ela ajuda, usamos. Se atrapalha, guardamos.
E Tiago viu que lá, mesmo com tantas coisas novas, as pessoas se abraçavam, se falavam, e amavam muito a terra onde moravam. Então ele aprendeu:
A tecnologia é boa sim! Mas o melhor de tudo é a gente ser amigo, respeitar a natureza e ter um coração bom.