Autor: José Adão Ribeiro
Esta mão estendida não pede nada em troca,
apenas quer tocar, acolher e acarinhar.
É abrigo, é carinho, é proteção que se nota,
é o próprio amor chegando para nos abraçar.
Não há fechadura, não há medo, não há dor,
está inteira aberta para receber o amor.
Suas linhas traçam caminhos de ternura,
cada dedo um gesto de afeto e de calor.
A cor que brilha forte revela a alma pura,
que se entrega sem reservas, sem medida e sem temor.
Quem toca esta mão sente o coração bater,
porque o amor verdadeiro se faz também se ver.
Não é apenas pintura, é vida que se mostra,
é o gesto mais bonito que alguém pode ofertar.
Acolher o outro sem que nada se lhe imposta,
é saber que na união é que se faz o lugar.
Dois corações unidos, num só toque, num só ser,
é assim que o amor vem e nos faz renascer.
Que esta mão seja sempre o nosso doce abrigo,
que nos guie com calma, com afeto, com valor.
E quando a saudade vier bater com seu cuidado,
lembraremos deste toque, deste gesto, deste amor.
Pois o amor se revela no tocar e no servir,
e esta mão nos ensina: amar é se oferecer.