Autor: José Adão Ribeiro
Veio devagar, tomou o que não era seu,
falou de amor, mas o amor não conheceu,
tomou o lugar, ocupou o espaço alheio,
viveu uma vida que não era o seu meio.
Pode até usar o nome e o endereço,
pode fingir que sente, que deseja,
mas a alma verdadeira não tem preço,
e o que é de alguém, o tempo reveja.
O que se toma sem ser seu por direito,
nunca se encaixa, nunca faz morada,
passa o tempo e aparece o defeito,
a usurpação não vence a verdadeira estrada.