Autor: José Adão Ribeiro
Há uma linha suave, invisível e clara,
não está escrita em pedra nem em papel,
nasce no respeito que o peito ampara,
e brilha na consciência, clara como o céu.
A liberdade não é fazer tudo o que se quer,
é fazer o que é justo, sem ferir nem pesar,
quando o meu gesto o outro vier a doer,
ali termina o meu caminhar livre e ar.
Não é uma parede que me impede de passar,
é um aviso suave, doce e necessário,
para que eu não perca o melhor de mim,
e a liberdade não vire um fardo ordinário,
respeitar o limite é também me respeitar,
e ser livre de verdade é saber onde parar.