Autor: José Adão Ribeiro
O amor verdadeiro não tem quem mande e quem obedece,
dois corações iguais, cada um com o seu valor,
ninguém é maior, ninguém é menor, ninguém desce,
dois caminhos que se encontram e seguem com louvor.
Não há quem seja dono, não há quem seja propriedade,
cada um é livre, cada um é respeitado,
o amor só cresce onde existe igualdade,
quando um não se sobrepõe ao outro, nem é dominado.
Um não é sombra do outro, nem o outro é luz sozinha,
cada um tem o seu brilho, a sua voz, o seu lugar,
caminham lado a lado, sem pisar, sem ferir, sem linha,
e é assim que o amor consegue sempre prosperar.
Igualdade não é tudo igual, é todo mundo com valor,
com os mesmos direitos, o mesmo respeito, a mesma fé,
o amor que não é igual, não é amor de verdade, é dor,
é desigualdade que um dia há de se desfazer e de pé.
Quando dois se amam e se veem como iguais,
o amor não escraviza, não pesa, não aprisiona,
é leve, é forte, é puro, é de verdade, é capaz,
de crescer sempre, porque a igualdade é a sua zona.