O Sentir Em Poesias - José Adão Ribeiro.
O QUE SENTIMOS FORTALECE COM TR@NSPARÊNCI@ NOSSOS SENTIMENTOS VERDADEIROS José @ Ribeiro.
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A SENZALA NO VERSO DO HIP HOP. (03) Texto

Autor : José Adão Ribeiro

 

A senzala vive forte em cada tom,

na rima que ressoa sem cessar,

não se apagou o som do nosso dom,

nem a memória que nos faz recordar.

 

Cada verso traz o peso da jornada,

de quem sofreu, lutou e resistiu,

uma história que jamais é apagada,

mesmo quando o tempo já se consumiu.

 

O Hip Hop é o eco daquela dor,

transformada em força e em canção,

lembrando ao mundo o nosso valor,

e o preço pago por cada libertação.

 

Da senzala para o mundo, sem temor,

o canto segue firme em direção,

carregando o nosso próprio amor,

e a verdade que mora no coração.

 

 

 

2. O GRITO DA LIBERDADE EM CADA RIMA

 

A liberdade não veio de presente,

foi conquistada com luta e com suor,

o grito ecoou forte e potente,

rompendo as grades, o medo e a dor.

 

Cada rima é um grito que não se cala,

exigindo respeito e igualdade,

a voz que da alma sempre se avança,

mostrando o caminho da liberdade.

 

Não basta a lei no papel escrita estar,

se o preconceito ainda nos persegue,

é preciso lutar e sempre avançar,

para que a justiça ao mundo chegue.

 

O grito não é só som que se espalha,

é consciência, é força, é determinação,

é a esperança que não falha,

e a liberdade em plena ação.

 

 

 

3. AFROBRASILIDADE EM CADA CANÇÃO

 

Do berço africano veio a raiz,

que neste solo firme se fincou,

misturou sangue, sonho e país,

e uma nova história se formou.

 

Afrobrasilidade é nossa essência,

orgulho que não pode se apagar,

cor, cultura, fé e resistência,

em cada canto que se ouvir cantar.

 

Somos herdeiros de uma imensa luta,

de quem cruzou o mar e não se perdeu,

a alma forte, a vida em conduta,

um povo que jamais se rendeu.

 

O Brasil carrega em si esta herança,

mistura bela de cor e de amor,

afrobrasilidade é esperança,

é brilho, é força, é o nosso valor.

 

 

 

4. DIREITOS IGUAIS É O NOSSO CANTO

 

Todos nascem iguais por natureza,

não há cor que valha mais ou menos,

a justiça não conhece a riqueza,

nem escolhe quem são os seus serenos.

 

Direitos iguais é o que a rima pede,

que cada um tenha o seu lugar,

sem medo, sem receio, sem impureza,

com dignidade para caminhar.

 

Não importa a raça, nem a condição,

todos merecem o mesmo respeito,

a igualdade mora no coração,

e é dever de todos dar proveito.

 

O Hip Hop canta esta verdade,

que um dia o mundo há de compreender:

direitos iguais é necessidade,

e é o melhor caminho a se viver.

JOSÉ ADÃO (Simples Realista)
Enviado por JOSÉ ADÃO (Simples Realista) em 15/09/2026
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