Autor: José Adão Ribeiro
É o abraço que recebe quem anda perdido,
a água que lava o pranto e acalma o sentido.
Não fecha a porta, não vira as costas, não julga,
apenas recebe com o coração aberto e tranquilo.
O mal não está nas águas — está em quem não sabe acolher.
Quem chega cansado encontra um colo verdadeiro,
sem perguntar de onde veio, sem pedir que mude.
É o amor que não condiciona, que não exige, que não pesa,
que simplesmente é, como o mar sempre foi e será.
Acolher é a maior forma de amar que existe.
Mãe de todos, sem distinção, sem medida,
ensina que chorar também é parte da vida.
Depois da lágrima vem a força para recomeçar,
porque ser sensível não é sinal de fraqueza.
É o coração sabendo se abrir para o mundo.