O Sentir Em Poesias - José Adão Ribeiro.
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Textos

Discurso para a Festa de Santa Filomena

Autor: José Adão Ribeiro

 

Em nome de Deus, em nome de Santa Filomena, em nome de cada um de vocês que faz parte deste terno, desta família, desta nossa fé. É com o coração batendo forte que eu estou aqui hoje. Não porque eu seja alguém especial, mas porque vocês me permitiram estar entre vocês. E isso, meus irmãos, é uma bênção que não tem preço.

 

Quero saudar cada capitão, cada mestre, cada congadeira, cada criança que veio com os olhos brilhando para ver e participar. Saudar os que vieram de perto e os que vieram de longe. Saudar os nossos antepassados — aqueles que já partiram, mas que continuam aqui, em cada toque, em cada canto, em cada passo que damos. Eles não morreram. Eles vivem em nós.

 

 

 

🕐 Segunda parte — Quem é Santa Filomena

 

(Cerca de 3 minutos)

 

Muitos perguntam: quem é Santa Filomena? Por que ela é tão importante para nós?

 

Santa Filomena não é apenas uma imagem no altar. É uma jovem que disse sim a Deus, mesmo quando tudo parecia difícil. Ela enfrentou desafios, sofreu, mas nunca perdeu a fé. Não se curvou diante do que era injusto. E por isso, Deus fez dela um sinal de esperança para todos nós.

 

Ela é a santa dos que choram, dos que lutam, dos que não têm ninguém. É a santa que ouve o nosso grito silencioso. Não importa quem você é, de onde você veio, ou o que você carrega no peito — Santa Filomena recebe você. Com o coração aberto, sem julgar, sem perguntar. Ela apenas acolhe.

 

E é por isso que nós estamos aqui. Porque a nossa Congada é assim: acolhedora, sincera, de coração aberto para todos.

 

 

 

🕐 Terceira parte — O que é a Congada para nós

 

(Cerca de 4 minutos)

 

Alguém pode perguntar: o que é essa Congada? É só dança? É só canto? É só festa?

 

Não. A Congada é a nossa história. É a nossa raiz. É a forma que os nossos ancestrais encontraram para dizer: nós estamos aqui. Nós resistimos. Nós cremos.

 

Quando os tambores tocam, não é só som. É o coração de quem veio antes de nós batendo junto. Quando cantamos, não é só música. É a oração que passou de geração em geração. Quando dançamos, não é só movimento. É a nossa fé caminhando, firme, passo a passo.

 

Nossa cultura não veio de livro. Veio da vida. Veio da senzala, veio da luta, veio da esperança de um povo que não deixou que apagassem a sua luz. E hoje, aqui estamos nós — continuando. Não porque é fácil, mas porque é necessário. Porque se nós não contarmos a nossa história, quem vai contar?

 

A Congada é a nossa igreja, é a nossa escola, é a nossa família. Aqui não tem distinção. Aqui todos são irmãos. O rico e o pobre, o jovem e o idoso, o que veio de longe e o que mora aqui perto. Todos iguais diante de Santa Filomena. Todos iguais diante de Deus.

 

 

 

🕐 Quarta parte — Agradecimento e desafio

 

(Cerca de 4 minutos)

 

Hoje eu quero agradecer. Agradecer a cada um que vestiu a sua roupa e veio. Agradecer a cada um que tocou o instrumento com dedicação. Agradecer às famílias que apoiam, às crianças que observam e aprendem. Vocês são a alma deste movimento.

 

Mas eu também quero deixar um pedido, um desafio, de coração aberto:

 

Que nós não deixemos isso morrer. Que a juventude veja aqui um lugar onde ela pertence. Que os mais velhos tenham paciência para ensinar, e os mais jovens tenham respeito para aprender. Porque a nossa cultura não pertence a nenhum de nós individualmente — pertence a todos, e aos que ainda vão nascer.

 

Não precisamos de muito para manter viva a nossa tradição. Precisamos de coração. Precisamos de união. Precisamos de respeito uns pelos outros. Onde há briga, a luz diminui. Onde há união, a luz brilha mais forte.

 

Que Santa Filomena abençoe cada passo deste terno. Que ela nos proteja nos caminhos, nos una nas dificuldades, e nos dê alegria para continuar. Que ela lembre sempre: não importa o quanto o mundo mude, a nossa fé, a nossa raiz e a nossa irmandade — isso permanece. Isso é o que somos.

 

 

 

🕐 Quinta parte — Encerramento

 

(Cerca de 2 minutos)

 

Meus irmãos e minhas irmãs, eu não tenho palavras bonitas de livro. Tenho apenas o que trago no peito. E o que trago é gratidão. Gratidão por estar aqui, gratidão por fazer parte desta família, gratidão por ainda existir Santa Filomena que nos guia.

 

Que a benção de Santa Filomena esteja sobre cada um de vocês, sobre suas casas, sobre suas famílias. Que ela nos dê saúde, paz, e força para continuar. Que o nosso canto nunca se cale. Que os nossos pés nunca parem de caminhar juntos. Que a nossa luz nunca se apague.

 

Muito obrigado a todos. Que Deus abençoe a nossa Congada. Que Santa Filomena nos proteja hoje e sempre.

 

Axé! E viva Santa Filomena! 🕊️👏

JOSÉ ADÃO (Simples Realista)
Enviado por JOSÉ ADÃO (Simples Realista) em 25/09/2026
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