Autor: José Adão Ribeiro
A terra levou séculos para formar o que usamos,
e nós levamos apenas um instante para consumir.
Mas isso não significa que tenha que acabar ali,
porque honrar é devolver o que foi emprestado.
Reciclar não é apenas separar ou ganhar dinheiro,
é agradecer à terra por tudo que ela nos deu,
e cuidar para que outros também possam usufruir.
Quando recuperamos o que seria jogado fora,
estamos honrando o esforço da natureza inteira.
Não é apenas economia, é gratidão verdadeira,
é reconhecer que não somos donos de nada aqui.
Somos apenas guardiões por um curto momento,
e cuidar bem do que temos é a nossa melhor herança,
porque o que vem da terra, à terra deve voltar.
O plástico que demora séculos para se decompor,
o metal que não se cria do nada, sem esforço imenso.
Cada material tem uma história e um valor real,
e desperdiçá-lo é desperdiçar também a nossa raiz.
Reciclar é ver com olhos de quem respeita e ama,
é entender que tudo está ligado, tudo é um só,
e o que feri a natureza, também nos feri a nós.
Não é um sacrifício cuidar do nosso planeta,
é uma honra poder fazer a nossa parte bem feita.
Quando extraímos o máximo de cada componente,
estamos dizendo: obrigado, valeu a pena.
Não existe riqueza maior do que um mundo saudável,
não existe lucro maior do que deixar um legado,
onde a natureza continua viva e respeitada.
Que cada peça recuperada seja um sinal de respeito,
que cada processo seja feito com consciência e amor.
Reciclar é honrar — não é só uma frase bonita,
é a ação que prova que entendemos o nosso valor.
O que a natureza nos deu, ela merece de volta,
limpo, tratado, renovado e com dignidade,
porque cuidar da terra é a melhor forma de amar.