Resposta ao Poema de Cristina Vieira
Autor: José Adão Ribeiro
Não te desnudes, pois a tua essência já é luz.
A areia do tempo não apaga quem tu és.
As saudades não são pó — são marcas de amor que vivem.
E o coração, mesmo barco doente, ainda navega,
porque a esperança é o farol que não se apaga.
O mar da ausência é profundo, eu sei,
mas não há distância que afaste dois corações que se buscam.
Os sonhos não naufragam — eles apenas descansam,
esperando a maré certa para voltar à superfície.
E quando o sol voltar a brilhar no teu horizonte,
verás que o que pareceu fim, foi apenas um recomeço.
Porque o amor verdadeiro nunca se perde — ele transforma.