Autor: José Adão Ribeiro
Houve um tempo em que o nosso povo não podia falar,
não tinha direito, não tinha vez, não tinha lugar.
Trabalhava com suor e não era ouvido,
a liberdade era um sonho, um grito contido,
mas a esperança no peito nunca se apagou.
Hoje a urna é igual para todo mundo,
o voto do preto, do branco, de cada etnia,
tem o mesmo valor, tem o mesmo peso profundo,
ninguém vale mais do que outro na nossa democracia,
somos todos cidadãos na mesma caminhada.
Cada um que entra naquela cabine sagrada,
está exercendo um direito que foi lutado.
Quem veio antes de nós deu a vida, deu a estrada,
para que hoje pudéssemos ser respeitado,
e o nosso querer também fosse considerado.
Não é só um papel que se deposita na caixa,
é a herança de quem lutou por nós sem descansar.
Consciência é saber que a nossa voz não é frouxa,
que cada escolha é o futuro que vamos plantar,
e que juntos somos fortes, não há quem nos possa parar.
O passado nos ensina a valorizar o hoje,
a união de todas as raças é a nossa força.
Votar consciente é honrar quem já foi ao longe,
é construir um mundo onde a justiça se mostre,
e onde cada povo tem o seu lugar de direito.