Autor: José Adão Ribeiro
Mesmo quando a liberdade está guardada atrás de muros,
o coração continua livre para amar e cuidar.
Quem está lá dentro também tem família neste mundo,
e quando vê que seus entes estão sendo amparados,
a gratidão brota natural, como água de uma fonte.
Não é falta de juízo, não é escolha sem pensar,
é o instinto de quem quer proteger quem mais ama.
Se alguém cuida da sua mãe, do seu filho, do seu lar,
é natural que esse alguém encontre no seu voto amparo,
porque o amor pela família é o primeiro dos direitos.
Mas o voto também é uma semente que plantamos no amanhã,
e não deve nascer só do que recebemos hoje.
Direitos não são favores, são garantias que a lei nos deu,
e deveres também fazem parte de ser cidadão de bem,
pensar no bem comum é também pensar além de si.
Quem está privado de liberdade não perde o valor,
continua sendo cidadão, com voz e com vez.
Mas a consciência nos diz: olha para todo o povo,
pergunta se esse caminho é bom para todos igualmente,
não só para os seus, mas para cada irmão desta terra.
Gratidão é nobre, mas não pode ser a única luz,
porque o futuro não se constrói só com o que nos convém.
Que cada voto seja livre, seja justo, seja consciente,
pensando no hoje e também no amanhã que virá,
pois o bem de todos é o maior bem que podemos buscar.