Autor: José Adão Ribeiro
Acorda, cidadãos! É preciso enxergar com clareza o que está diante dos nossos olhos. Vivemos um tempo em que as conquistas democráticas estão acontecendo, e isso é motivo de muita alegria para uns — e de grande desconforto para outros.
O que estamos vendo é simples de entender: quando o cidadão comum, aquele que levanta cedo, que trabalha com honestidade, que constrói sua vida com suor e dedicação — quando esse cidadão consegue chegar a um espaço de representação, algumas pessoas que sempre tiveram poder se incomodam. Essa é a tal "revolta" de que falamos.
Mas esquecem uma coisa muito importante: ninguém prospera sozinho. Mesmo aqueles que chamamos de poderosos, eles também dependem de cada um de nós. Dependem da nossa mão de obra, que faz tudo funcionar. Dependem do nosso trabalho, que gera riqueza. E dependem do nosso consumo, que é o que faz girar toda a economia. O lucro não vem só de quem está no comando — ele é construído por todas as mãos que colaboram, que produzem, que constroem e que consomem. Quando se esquece disso, se esquece de onde vem a verdadeira força de uma nação.
E que todos tenhamos consciência: a democracia não é parada, é caminho! Ela existe justamente para evoluir sempre — em todos os sentidos. Para que os direitos sejam cada vez mais respeitados, para que a igualdade seja real para todos, para que cada geração viva melhor que a anterior. Evoluir constante, retroceder jamais! O progresso não pode ter volta. O que foi conquistado com luta não pode ser perdido.
Um exemplo brilhante disso é a nossa Ana Elisa. Uma jovem, mulher, negra, de origem humilde, que conquistou pelo voto popular o coração de Minas Gerais, tornando-se a mulher mais votada da história do nosso estado. Ela não veio de famílias ricas nem de berço de ouro. Veio do esforço, da dedicação, da vontade de fazer o bem. E é justamente por isso que incomoda: porque mostra ao Brasil inteiro que a democracia é para todos. Que as oportunidades existem, e que o governo tem o dever de abri-las para cada cidadão, sem distinção de cor, classe ou origem.
Que isso nos sirva de lição: o nosso voto é a nossa maior força. Quando escolhemos com consciência e racionalidade, quando valorizamos a democracia que tantos lutaram para conquistar, estamos dizendo que este país é de todos nós. Que cada um busque o seu lugar, agarre as oportunidades que surgem, e nunca deixe que ninguém faça você sentir que não pertence aqui. A democracia abraça a todos aqueles que buscam crescer com dignidade. E lembrem-se: somos todos importantes, somos todos necessários, e nenhum de nós vale mais do que o outro.
Atenciosamente,
José Adão Ribeiro