Autor: José Adão Ribeiro
I
Hoje é dia da palavra que brota do peito,
Dos que já partiram, deixando herança,
Cada verso que vive, cada verso eleito,
Vive em nossa alma, eterna lembrança.
Saudamos os mestres que nos precederam,
Cujas vozes no tempo ainda permanecem,
São luzes que guiam nossa caminhada.
II
E aos que despontam, do povo, de toda parte,
De cada canto, de cada camada social,
Não importa o nome, não importa a arte,
Todo coração que escreve é essencial.
De todos os gêneros, livre e sem barreira,
A poesia não tem porta nem fronteira,
É dom que habita em todo ser humano.
III
Um apelo suave, justo e verdadeiro:
Que as editoras abram mais o coração,
Sejam sensíveis, vejam o mundo inteiro,
Dêem espaço à voz que tem uma missão.
Que cada autor encontre seu caminho,
Com respeito, com luz, sem fechar o caminho,
Para que a palavra possa florescer sempre.
IV
Que cada escritor tenha seu momento,
Seja reconhecido com dignidade e valor,
Não há texto pequeno, nem pensamento lento,
Tudo que nasce da alma tem o seu calor.
Sucesso não é só fama ou riqueza,
É ver seu pensamento encontrar clareza,
E chegar ao coração de quem precisa ler.
V
Parabéns a quem lê, a quem compartilha,
A quem se inspira e faz o verso crescer,
Respeitar cada voz é a maior maravilha,
Pois cada estilo tem o seu próprio viver.
Livre é o poeta, livre é o seu cantar,
Ninguém pode dizer como deve falar,
A identidade de cada um é sagrada.
VI
O poeta não planeja, ele apenas sente,
Como a fonte que jorra sem aviso prévio,
O sentimento brota, livre e envolvente,
Não é cálculo frio, nem plano perceptivo.
Ele externa o que o coração manifesta,
Não inventa, não finge, apenas manifesta,
É espelho da alma, é pura verdade.
VII
Liberdade poética, este é o nosso grito!
Cada um com seu tom, sua cor, seu lugar,
Que o mundo acolha cada verso bonito,
E que a poesia nunca deixe de brilhar.
Parabéns, poetas, do mundo inteiro,
Seu dom é precioso, é luz, é roteiro,
Escrever é viver — e viver é escrever!